Namorando as palavras com a ponta dos dedos

15
Jul 06
Macias as mantas do lugar aqueciam os corpos despidos das coisas comuns, escutava-se o silêncio feito despojo depois da batalha travada entre mãos e lábios no gesto preciso de fruição sem regresso.
A chama da vela iluminava   na vertical os dois corpos escondidos na face escura da sombra projectada como protecção a olhares não reclamados.
Subiam ao teto em espiras de fumo o odor dos pauzinhos de incenso postos a queimar como se no Éden alguém desejasse entrar.
publicado por Jalves às 14:19

Julho 2006
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