Namorando as palavras com a ponta dos dedos

22
Jul 06
As gaivotas sem asas dependuradas nos parapeitos das janelas indicavam que nelas já ninguém habitava.
Nas portas abertas a mensagem a reter era ( nada seria como dantes ).
Os tons e as cores tomaram conta do espaço.
Nas mesas os restos de pão seguiam o caminho do tempo, esse transformista das coisas da vida.
Cresciam sempre para o alto levando-as consigo.
Inúteis eram as escadas, de tão curtas ficarem.
Eu de tão atarefado estar as minhas asas descurei , e assim em terra fiquei.
publicado por Jalves às 23:18

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